1 de fevereiro de 2021

Fake News podem ser prejudiciais no contexto corporativo


O ato de mentir possui várias explicações científicas. Elas vão desde técnicas sutis de manipulação e trapaça para enganar o inimigo, até aquelas utilizadas para ganhar uma posição, manter o respeito e liderança diante de um grupo, iniciar e manter relacionamentos em vários âmbitos.

Não dá para fugir da verdade

Porém, ninguém escapa da verdade. “Cedo ou tarde, doa a quem doer, a honestidade aparece para restituir a ordem e fazer todos responderem nos tribunais da vida por ela. Não há necessidade de discorrer sobre as consequências destrutivas de certas mentiras ou notícias falsas na vida de pessoas, instituições e empresas”, comenta Sirley Machado Maciel, professora de oratória e presidente do Intrepeds.

Prejuízos da mentira

Às vezes, os danos e prejuízos causados por informações mal apuradas ou fraudulentas são irreparáveis e bem agressivos, dependendo do caso. “Como o foi a famosa história da Escola Base, em 1994”, exemplifica a especialista, também analista comportamental e palestrante.

O quesito redes sociais

Nos últimos anos, com o advento e a popularização das redes sociais, a população presenciou uma avalanche de fake news. Todos os dias, a web é bombardeada com inverdades envolvendo políticos, celebridades, empresas e até pessoas comuns, com o único objetivo de atrair e manipular a atenção de uma parcela da sociedade.

A liberdade de expressão é um direito constitucional de manifestação de ideias e pensamentos, expresso no artigo 5º da Carta Magna. Porém, “quando a sua autonomia de expressão não respeita a do outro, bem como sua dignidade e espalha calúnias e difamações, não é mais uma opinião, é crime”, expõe a analista.

Não é liberdade

Essa propagação de informações passando por algo da realidade representa exatamente o contrário de autonomia, pois escancara a incapacidade da sociedade exercer a sua abertura para expressar seus pensamentos. Esse processo ocorre por meio do abuso de conhecimentos privilegiados, aliados ao poder político e econômico, de um pequeno grupo de pessoas capaz de, utilizando robôs, disseminar a cada dois segundos, fatos truculentos para até 50 mil pessoas ao mesmo tempo.

No contexto empresarial

A estagiária de TI, Flávia Campos, de Sorocaba, diz já ter caído e espalhado uma notícia com dados alterados com colegas de equipe. “Isso não causou intriga entre ninguém, mas mesmo assim me senti bem envergonhada quando aconteceu. Não quero ser a responsável por lesar, nem quem tenho perto de mim, nem o resto das pessoas”, comenta.

Hoje, mais atenta aos conteúdos das mídias digitais, ela tenta buscar fontes confiáveis e, mesmo assim, sempre apurar antes de compartilhar algo. “Todos precisamos ter essa cautela, pois é um ato imprudente passar adiante uma coisa tão prejudicial”, compartilha a universitária.

Como podemos nos proteger dessa situação? Veja:

1) Verifique a veracidade dos fatos e desconfie das manchetes e notícias sensacionalistas. Existe um traço comum entre as fake news: erros de escrita, às vezes, até grosseiros;

2) Existem vários sites de checagem de informações. Não aceite tudo como verdade. “Use de sua capacidade crítica e de seu bom senso”, indica Sirley;

3) Desconfie de quem te conta uma informação, mas não sabe de onde vem. Tudo possui uma origem ou uma comprovação;

4) Seja uma pessoa atualizada. Desenvolva a habilidade de análise. Busque fontes variadas e diferentes opiniões. Tudo na vida tem dois ou mais lados;

5) Aja de forma empática, coloque-se no lugar do outro. Como seria para você estar envolvido numa situação de mentiras, calúnias e difamações?

Assim, “poderemos enfrentar esse problema com assertividade, dignidade e urbanidade. Vivendo em prol da fidedignidade, liberdade e do bem comum”, finaliza a professora Sirley.

Você já compartilhou fake news?

Fonte: Nube

Confira Mais Artigos